Tão logo finalizei a faculdade, iniciei minha vida profissional, ainda no ano de 2000. Minha vontade e força para ajudar as pessoas eram enormes! Ao longo desses anos, inúmeros questionamentos em relação à Psicologia, e à Prática da Terapia me intrigavam, pois discordava da forma considerada “tradicional” de psicoterapia.

Assim, minha postura de Terapeuta começou a se transformar: passei a ver o “paciente” como “cliente”, saí da posição de saber absoluto, acreditando, cada vez mais, que  o saber é propriedade do Cliente e não do Terapeuta. E que ambos, Cliente e Terapeuta podem caminhar juntos, sendo companheiros de viagem, mas que o Cliente nunca deverá ser conduzido pelo Terapeuta. Acreditava, ainda, que era preciso desenvolver a autonomia do Cliente e desenvolver sua capacidade de superar dificuldades e problemas da vida, sem que ele recorresse sempre à psicoterapia.

Fui em busca de novos conhecimentos, de novas abordagens, que se aproximassem do meu modo de pensar. Descobri que eu não estava sozinha, e que era preciso repensar as formas de terapia, e adequá-las à  nossa realidade  pós-moderna. O mundo se transformou, era preciso transformar a Terapia. Tive a honra e o prazer de conhecer a Terapia Narrativa. Uma abordagem que respeita as pessoas e suas histórias! Através dela, me redescobri como Terapeuta e pude repensar e recriar um jeito novo e diferente de estar com as pessoas em momentos difíceis!  Minha vontade e força para ajudar as pessoas ainda são enormes, mas agora, com um diferencial: caminhar junto com o Cliente,  pelos caminhos escolhidos por ele! Esta é uma história que transformou a minha vida!

 

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